terça-feira, 8 de maio de 2012


Avanços contra o Alzheimer

Medicamento para tratar diabetes é a nova promessa para prevenir e até reverter os danos causados pela doença que afeta a memória
RICARDO ZORZETTO | Edição Online 9:19 24 de março de 2012
© THERESA BOMFIM ET AL. / UFRJ / J. CLINICAL INVESTIGATION
Neurônio exposto aos oligômeros beta-amiloide apresenta níveis elevados de sinalizador químico (alaranjado) que bloqueia o efeito da insulina
Há uma notícia promissora para quem sofre da doença de Alzheimer. Uma série de experimentos conduzidos por uma equipe internacional coordenada pelos neurocientistas Fernanda De Felice e Sergio Ferreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), indica que uma medicação aprovada em 2005 para tratar o diabetes tipo 2 parece deter e até reverter o avanço do Alzheimer. Descrita há pouco mais de um século pelo patologista alemão Alois Alzheimer, essa enfermidade neurodegenerativa é a mais comum entre os idosos – atinge 36 milhões de pessoas no mundo – e permanece sem cura. As medicações atualmente utilizadas apenas amenizam os sintomas, que se agravam com a evolução da doença.
Em um artigo publicado em 23/3 noJournal of Clinical Investigation, o grupo de Fernanda demonstrou que o medicamento exenatida-4 exerce um efeito protetor sobre os neurônios, as células cerebrais responsáveis pelo transporte e pelo armazenamento de informações, em geral danificadas no Alzheimer. Administrada a camundongos geneticamente alterados para apresentar os efeitos típicos da doença neurodegenerativa, a exenatida reverteu os danos no cérebro e melhorou a memória dos roedores. Resultados semelhantes estão sendo observados nos experimentos ainda em andamento com macacos cinomolgos, realizados no laboratório de Douglas Munoz na Queen’s University, no Canadá, um dos colaboradores de Fernanda.
Esses resultados, apesar de animadores, devem ser vistos com cautela. Por ora, o efeito neuroprotetor foi demonstrado apenas em animais e em células cerebrais cultivadas em laboratório. Ainda será preciso aguardar os testes com seres humanos – já em andamento no Reino Unido, iniciados por um colaborador do grupo – antes que se possa propor o uso dessa medicação também para o combate ao Alzheimer. “Somos muito cautelosos”, diz Fernanda. “Mas acredito que tenhamos novos resultados em mais um ou dois anos.”
A maioria das pessoas pode estranhar a ideia de usar uma medicação contra o diabetes, que atinge tecidos e órgãos ditos periféricos, para combater uma enfermidade que afeta o cérebro, no sistema nervoso central. Mas estudos feitos no Brasil e no exterior na última década tornam cada vez mais evidente que as duas enfermidades compartilham um mecanismo bioquímico comum.
Anos atrás o grupo do Laboratório de Doenças Neurodegenerativas da UFRJ, coordenado por Fernanda e Ferreira, seu marido, demonstrou haver um elo em comum entre diabetes e Alzheimer: o aproveitamento inadequado da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas. Na maioria dos tecidos do corpo, a insulina ajuda as células a extrair do sangue a glicose (um tipo de açúcar) e a convertê-la em energia. No cérebro, porém, sua ação é diferente. Ao aderir a uma proteína da superfície dos neurônios, a insulina desencadeia as reações químicas que levam à aquisição e à consolidação da memória.
No trabalho do Journal of Clinical Investigation, os pesquisadores explicam agora como a incapacidade de usar a insulina – fenômeno chamado resistência à insulina – se instala no cérebro. Assim como no diabetes, a resistência à insulina surge no Alzheimer como consequência de uma inflamação. Testes com células e com camundongos, feitos pelas pesquisadoras Theresa Bomfim e Leticia Forny-Germano, e com cinomolgos, realizados por Jordano Brito-Moreira, demonstraram que pequenos aglomerados de um peptídeo – os oligômeros beta-amiloide, formados nos estágios iniciais do Alzheimer – estimulam a produção de uma molécula sinalizadora da inflamação que bloqueia o efeito da insulina. “A insulina se conecta ao receptor na superfície dos neurônios, mas a informação que ela emite não segue adiante”, explica Fernanda.
Ela ainda não sabe como o beta-amiloide estimula a produção de moléculas inflamatórias.  Mas tanto seu grupo e como o de Konrad Talbot, da Universidade da Pensilvânia, que também publicou um artigo no dia 23/3 no Journal of Clinical Investigation, já observaram que essas mesmas moléculas se encontram em níveis muito mais elevados no cérebro de pessoas com Alzheimer do que no daquelas sem a doença. Com a exenatida, Fernanda e sua equipe conseguiram restituir a sinalização da insulina nos neurônios. “Queríamos fazer um trabalho que tivesse a possibilidade de se transformar rapidamente em uma aplicação clínica para essa doença devastadora”, conclui.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

domingo, 6 de maio de 2012


Pesquisas com Células-tronco no Tratamento do Diabetes

Por Pablo de Moraes
Descobertas recentes e estudos bem sucedidos estão fazendo a ciência mundial voltarem os olhos para o Brasil. É que uma equipe de cientistas da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, tem conseguido resultados surpreendentes em pesquisas com células-tronco e, devido ao sucesso, mereceram destaque em importantes periódicos mundiais, entre eles o Jama (Journal of the American Medical Association). 
 
As novidades foram apresentadas recentemente, durante palestra no Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), no Rio de Janeiro, feita pelo Dr. Eduardo Couri, um dos líderes das pesquisas. 
 
Células-tronco Hematopoéticas
 
Um dos protocolos apresentados foi o “Transplante Autólogo de Células-tronco Hematopoéticas em Pacientes com DM1 Recém-Diagnosticado”. De acordo o Dr. Eduardo Couri, é feita inicialmente uma coleta de células-tronco hematopoéticas e, em seguida, elas são congeladas. Após duas semanas, faz-se a imunossupressão severa com o intuito de destruir completamente o sistema imunológico “defeituoso” da pessoa com diabetes.

“É como se fosse um desligamento do sistema imunológico, com quimioterapia, em ambiente hospitalar, usando drogas como ciclofosfamida e globulina antitimocitária endovenosas, durante cinco dias”, explica o doutor. 

Segundo ele, depois o sistema imunológico é “religado” com o uso das células-tronco hematopoéticas do próprio paciente. “Ocorre o que chamamos de ‘reset imunológico’, fazendo com que o sistema imunológico pare de agredir ascélulas-beta pancreáticas. Assim, o restante das células-beta, que ainda não foram destruídas, tendem a produzir insulina de forma adequada novamente”, afirma. “É por isso que trabalhamos apenas com pessoas no início do diabetes, com idade entre 12 e 35 anos, com menos de seis semanas de diagnóstico”, completa.

O método apresentou ótimos resultados: das 23 pessoas que participaram do processo, 20 deixaram de usar insulina em algum momento, sendo que 12 mantiveram a liberdade continuamente e 8 transitoriamente. “Elas não estão curadas, mas sim controladas e livres da insulina. Elas passaram por uma reeducação alimentar e atualmente monitoram aglicemia diariamente e praticam atividades físicas constantemente”, diz o doutor.

Células-tronco Mesenquimais

O segundo protocolo apresentado foi o que utiliza infusão de células-tronco mesenquimais, retiradas da medula óssea de um parente de primeiro grau do paciente. De acordo com o Dr. Eduardo Couri, em pesquisas com animais, essas células mostraram capacidade de bloquear o fenômeno da autoimunidade e de promover a regeneração de células beta, revertendo o diabetes tipo 1

O tratamento se dá da seguinte forma: o doador, que só pode ser um parente de primeiro grau, recebe anestesia geral para a coleta de células da medula óssea. Em seguida, as células mesenquimais são proliferadas em laboratório. Posteriormente, o paciente recebe consecutivas infusões endovenosas dessas células. De acordo com Dr. Eduardo Couri, as infusões são simples, não envolvendo internação prolongada. Depois de implantadas, elas migram até o tecido inflamado (no caso o pâncreas) e lá se instalam. 

Esse procedimento está sendo feito apenas em pessoas com idade entre 12 a 35 anos, com menos de quatro semanas de diabetes. “Nesse primeiro momento, estamos trabalhando com diagnóstico recente de diabetes, mas queremos, em breve, dependendo dos resultados, realizá-lo em pessoas com longa duração, que é a maioria”, afirma o doutor. 

Até o momento, três pacientes participaram da pesquisa. Destes, um deles conseguiu ficar livre da insulina, porém, o diabetes está descontrolado. “Estamos numa fase da pesquisa mais de pensar do que de agir, precisamos acertar as doses, avaliarmos os riscos, para depois começarmos o tratamento para quem tem diabetes há mais tempo”, afirma. 

Pioneirismo
 
De acordo com o Dr. Eduardo Couri, outras pesquisas têm sido realizadas pelo mundo, mas o grupo de Ribeirão Preto é pioneiro, tem maior número de pacientes incluídos e também o maior retorno. A grande limitação, porém, é o alto custo dos procedimentos, já que os métodos requerem laboratórios de última geração e pessoal ultraespecializado. 
 
Para o presidente da SBEM e diretor do IEDE, Dr. Ricardo Meirelles, os estudos são extremamente importantes para melhorar a vida do portador de diabetes. “Nos últimos anos, tivemos inúmeros avanços em relação ao tratamento, mas sem dúvida, a recuperação de células pancreáticas, ou pelo menos a preservação delas, é a melhor maneira de você evitar que o diabetes evolua e, portanto, parece ser um dos mais promissores tratamentos existentes no momento”, afirma. “É um motivo de orgulho para o Brasil”, completa.

domingo, 15 de abril de 2012



Sistema Endócrino


As glândulas são órgãos que produzem, armazenam e eliminam substâncias que são chamadas secreções. Assim, por exemplo, as lágrimas são as secreções das glândulas lacrimais; a saliva é a secreção das glândulas salivares; o leite é a secreção das glândulas mamárias.

Algumas glândulas possuem canais para eliminar suas secreções no meio exterior ou em cavidades de órgãos. Essas glândulas são chamadas exócrinas ou de secreção externa. É o caso das glândulas salivares, das glândulas lacrimais, das glândulas sudoríparas e sabáceas.
Outras glândulas lançam suas secreções diretamente no sangue, que constitui o meio interno do organismo. Por isso essas glândulas são, chamadas endócrinas ou de secreção interna. É o caso das glândulas tireóide e supra-renais. As secreções dessas glândulas chamam-se hormônios e seu estudo denomina-se Endocrinologia.
Certas glândulas como o pâncreas e as gônadas possuem dois tipos de células com funções diferentes. Um grupo de células elabora uma secreção que é lançada fora da glândula por meio de canais. Esse grupo de células funciona como glândula exócrina. Outro grupo de células elabora hormônios que são lançados diretamente na corrente sangüínea. Nesse caso o grupo de células funciona como glândula endócrina.
Por exemplo, a secreção exócrina do pâncreas é o suco pancreático, lançado no duodeno pelo canal pancreático. A secreção endócrina é o hormônio insulina elaborado pelas ilhotas pancreáticas. Esse hormônio é lançado diretamente no sangue. É por isso que muitos autores consideram o pâncreas uma glândula mista, isto é, de função exócrina e endócrina ao mesmo tempo.
Sistema Endócrino
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Sistema Endócrino
sistema endócrino é um conjunto de glândulas de secreção interna. Suas secreções - os hormônios - lançados na circulação sangüínea atuam nas reações do metabolismo, do crescimento, nas funções reprodutoras e no desenvolvimento em geral.
sistema endócrino, juntamente com o sistema nervoso, faz a coordenação do nosso corpo, colocando em harmonia as suas partes, relacionando umas às outras de maneira regular.
Das glândulas endócrinas estudaremos a hipófise, a tireóide, as paratireóides, as supra-renais, as ilhotas pancreáticas, o timo e as gônadas (ovário e testículos).
Glândulas Endócrinas
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GLÂNDULAS ENDÓCRINAS

HIPÓFISE

É uma glândula endócrina localizada na base do cérebro. Tem forma oval e mede cerca de 1,5 centímetro em seu maior diâmetro. Produz vários hormônios, entre os quais o hormônio do crescimento.
Quando secretado em excesso nos períodos de crescimento do corpo, esse hormônio causa uma deformação chamada gigantismo. Se, ao contrário, sua produção for insuficiente no mesmo período de vida, ocorrerá o chamado nanismo.
Outros hormônios produzidos pela hipófise controlam a atividade das demais glândulas, como a tireóide, as paratireóides, as supra-renais e as gônadas. Além disso, a hipófise, através de diferentes hormônios, regula as contrações da musculatura lisa do útero (fundamental no parto), a reabsorção de água pelos rins e o aproveitamento de gorduras e carboidratos. Por tudo isso, ela é considerada a glândula-chefe do nosso organismo.

Um dos homens mais altos do mundo tinha 
2,72 e a pessoa mais baixo era uma mulher de 61 cm
O distúrbio glandular pode ocorrer na idade adulta quando já cessou o crescimento. O indivíduo, produzindo hormônio do crescimento em excesso, vai ter um crescimento exagerado das extremidades dos membros. O defeito ocasionado denomina-se acromegalia.
TIREÓIDE
Essa glândula está localizada na parte dianteira e inferior do pescoço, em frente à traquéia. Seu hormônio é a tireoxina, em cuja a composição entra o iodo. Ele controla o ritmo das funções celulares e, portanto, de todo o organismo. O bom funcionamento da tireóide depende diretamente do hormônio tireotrófico, produzido pela hipófise.
Como característica da escassez na produção desses hormônios (hipotireoidismo) manifestam-se no indivíduo inchaço, aspereza e fragilidade dos fios de cabelo, apatia e raciocínio lento. Se esse hipotireoidismo ocorrer na infância, além do atraso no desenvolvimento, ocorre um atraso mental acentuado.
No hipertireoidismo (produção excessiva de hormônios) manifestam-se no indivíduo aceleração dos batimentos cardíacos, excitabilidade nervosa excessiva, emagrecimento e elevação da temperatura interna.
Faz parte dos hormônios tireoidianos o elemento químico iodo. Quando a absorção desse elemento a partir dos alimentos é deficiente a glândula sofre um crescimento formando no pescoço urna espécie de papo denominado bócio. É por isso que as autoridades sanitárias obrigam os fabricantes de sal a acrescentar certa taxa de sais de iodo no produto.
PARATIREÓIDES
São quatro pequenas glândulas, situadas duas em cada lado da tireóide. Segregam um hormônio chamado paratormônio, que controla a quantidade de cálcio e fósforo no sangue e, indiretamente, nos ossos e na urina. A deficiência de paratormônio provoca diminuição de cálcio no sangue e, em conseqüência, ocorrem violentas contrações musculares. O fenômeno é conhecido pelo nome de tetania.
O excesso de paratormônio no sangue durante longos períodos provoca amolecimento dos ossos (por falta de absorção de cálcio).
SUPRA-RENAIS
Essas pequenas glândulas estão localizadas sobre a parte superior dos rins, uma de cada lado. Cada uma tem duas porções distintas: medula (parte central) e córtex (parte periférica). Os hormônios produzidos pelo córtex atuam sobre o organismo, facilitando o aproveitamento da água, dos sais minerais, das protéinas e dos carboidratos pelas células. A medula produz adrenalina, que, em excesso, acelera os batimentos cardíacos, diminui o diâmetro dos vasos sanguíneos, aumenta a pressão arterial, torna as contrações musculares mais fáceis e mais fortes e deixa o indivíduo pálido, com pertubações gastrintestinais e, às vezes, náuseas.
Quando sentimos medo, raiva ou uma grande ansiedade, há uma descarga de adrenalina em nosso sangue, e por isso ocorrem no organismo todas essas reações. Por esse motivo, a adrenalina é considerada o hormônio das situações de perigo. O funcionamento das supra-renais também está sob o controle de um hormônio produzido pela hipófise.
PÂNCREAS
O pâncreas é uma glândula mista que, além de produzir o suco pancreático, produz também um hormônio.
Nele encontram-se os agrupamentos de células especializadas, chamadas ilhotas de Langerhans. Elas produzem insulina, um hormônio que possibilita a conversão de glicose em glicogênio. Além disso, a insulina facilita a entrada de glicose nas células, provocando o abaixamento do nível de glicose no sangue.
TIMO
O timo é uma glândula situada atrás da parte superior do osso esterno. O peso do timo aumenta do nascimento até os dois anos de idade; a partir daí seu volume permanece constante até os 25 anos de idade, quando começa a regredir. Nos velhos, praticamente não existe mais.
A função do timo é pouco conhecida, mas pesquisas realizadas em cães jovens parecem demonstrar que sua retirada nessa fase da vida perturba o desenvolvimento do esqueleto.
GÔNADAS
São as glândulas sexuais (testículos e ovários). Seu estudo mais detalhado ocorrerá no estudo dirigido a seguir.
Fonte: www.cen.12.br
Sistema Endócrino
Sistema endócrino é formado pelo cojunto de glândulas que apresentam como atividade característica a produção de secreções denominadas hormonas.
Frequentemente o sistema endócrino interage com o sistema nervoso, formando mecanismos reguladores bastante precisos. O sistema nervoso pode fornecer ao sistema endócrino informações sobre o meio externo, enquanto que o sistema endócrino regula a resposta interna do organismo a esta informação. Dessa forma, o sistema endócrino em conjunto com o sistema nervoso atuam na coordenação e regulação das funções corporais.
Alguns dos principais órgãos que constituem o sistema endócrino são: a hipófise, o hipotálamo, a tireóide, as supra-renais, o pâncreas e as gônadas (os ovários e os testículos).

sexta-feira, 6 de abril de 2012


Princípio da Enfermagem Sistêmica, da Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem, de Rosalda Paim

(Do livro "Teoria Sistêmico-Ecológica - Uma Visão Holística da Enfermagem" - 2a. Edição - CEL Informática - Editoração - Ano 2000)  
                                    
                               Princípio da Enfermagem Sistêmica
                 
                    A Teoria dos Sistemas Gerais, cuja postulação é a existência de um Universo inter relacionado, constituído pela organização sistêmica dos seres brutos (sistema físico), dos seres vivos (sistema biológico), dos instrumentos (sistema tecnológico) e, das associações humanas (sistema social), corresponde ao alicerce fundamental da Enfermagem Sistêmica.

      Corolário

     - Sistema de Enfermagem – Neste Universo interrelacionado, em que a sociedade, dia a dia, se torna mais estruturada como sistema, o Setor de Enfermagem deve ser designado e estudado sob a formasistêmica (como subsistema do setor de Saúde e sub-subsistema do setor Social).
     A enfermagem constitui um subsistema do sistema industrial terciário (prestação de serviços), cujo produto final é o cuidado de enfermagem.
     O subsistema de enfermagem representa o principal elo entre o homem (família, comunidade, sociedade) e o sistema de saúde.
     O "telos" do sistema de enfermagem coincide com o do paciente (cliente) e com o do sistema de saúde, ou seja, "permitir que os indivíduos de uma sociedade mantenham, durante o maior tempo possível, o mais alto nível de saúde e felicidade, permissível pelo seu potencial genético e condições ambientais".
      Para atingir seu "telos", a enfermagem exerce as ações de enfermagem, que consistem  na transferência de negentropia do enfermeiro para o cliente e/ou ambiente ou .para um e/ou  outro, com o objetivo de diminuir ou eliminar suas condições entrópicas.
     Sistema de enfermagem é o agregado dos serviços de enfermagem integrantes de todas as instituições que prestam serviços e distribuem bens de saúde, na área considerada.
      Entre os aparelhos prestadores de assistência (cuidados) de enfermagem podemos citar os Departamentos, Divisões, Serviços ou Seções de enfermagem dos Ministérios, Secretarias Estaduais ou Municipais de Saúde, Hospitais, Centros ou Postos de Saúde, que constituem subsistemas do sistema de saúde.


Todos os direitos reservados aos autores
                                  copyright Ó by Rosalda C.N. Paim

sábado, 24 de março de 2012



Células progenitoras intestinais de camundongos reprogramadas para produzir insulina
VEJA - 1/03/2012
 às 11:40 \ 

Thinkstock

Um dos grandes desafios para tratar a diabetes tipo I é conseguir células capazes de produzir insulina e  substituir as células que pararam de produzi-la. Para isso é preciso entender qual é o processo que determina que células-tronco tornem-se células endócrinas – produtoras de hormônios. E em seguida que produzam insulina. Pesquisas anteriores já mostraram que um fator fundamental  para que essa  primeira diferenciação ocorra  é que as células  expressem um fator  denominado Neurog3+. Entretanto observou-se que  células Neurog3+  não são encontradas só no pâncreas, mas também no estômago e intestino. Por que então só produzem insulina no pâncreas? Seria possível ampliar seu raio de ação?  Uma pesquisa recente publicada na revistaNature Genetics (março de 2012) desenvolvida pelos doutores Chutima Talchai e Domenico Accili da Columbia University, nos EUA,  mostra que é possível induzir células do intestino a produzir insulina. Pelo menos em camundongos.
Recordando…
A diabetes tipo I é uma doença autoimune onde há destruição das células do pâncreas que produzem insulina. Doenças autoimunes são aquelas onde o sistema imunológico de uma pessoa não reconhece certas células ou tecidos de seu próprio corpo e os destroi como se fossem agentes infecciosos. Por que isso ocorre ainda é uma incógnita para a ciência, mas existem inúmeras doenças, além da diabetes tipo I, que são causadas por esse mecanismo. Entre elas podemos citar a esclerose múltipla, algumas formas de reumatismo, alergias etc…
Células produtoras de insulina
As células progenitoras que irão produzir a insulina originam-se da endoderma (parte interna do embrião). São caracterizadas por expressar o marcador Neurog3+.  Elas diferenciam-se em dois tipos de células: as do intestino que vão secretar hormônios necessários às funções intestinais tais como os peptídeos gástricos  e as células pancreáticas, que vão produzir  insulina. O que determina que as células progenitoras Neurog3+  sigam um caminho ou o outro ainda é uma incógnita. Por outro lado sabe-se que existe um determinado gene, FOXO1, que regula produtos (fatores de transcrição) relacionados com a produção de  insulina.
O que os Drs. Talchai e Accili descobriram?
Que algumas das células progenitoras Neurog3+  do intestino têm o potencial de se diferenciar em células produtoras de insulina. Ao analisarem essa células verificaram que nelas o gene FOXO1 estava suprimido ou inativo. Para comprovar que era realmente esse gene ou a  sua ausência que determinava se as células iriam ou não produzir insulina fizeram vários experimentos no laboratório e em camundongos. A prova final foi a demonstração que a  ablação do gene FOXO1 em camundongos  diabéticos permitiu que as células Neurog3+  do intestino passassem a produzir insulina e reverteram os sinais de hiperglicemia.
Quais são as dificuldades e perspectivas?
Embora seja possível diferenciar em laboratório células-tronco embrionárias em células produtoras de insulina, essas células não são apropriadas para transplante porque elas não liberam insulina em resposta a glucose. Portanto se injetadas em um paciente elas poderiam liberar esse hormônio em excesso causando hipoglicemia e até a morte.
Nesse sentido, a recente pesquisa dos cientistas da Universidade de Columbia representa um grande avanço. As células intestinais reprogramadas para produzir insulina teriam a propriedade de produzir insulina em resposta aos níveis sanguíneos de glucose,  que é o esperado. Se for possível aplicar essa estratégia em seres humanos será um passo muito importante no tratamento da diabetes.
A torcida, sem dúvida, é grande.
Por Mayana Zatz

terça-feira, 6 de março de 2012


Mutirão contra a obesidade infantil


Diante dos dados cada vez mais alarmantes sobre a obesidade infantil no Brasil, equipes do Ministério da Saúde iniciaram ontem um mutirão em 22 mil escolas públicas de 2.000 cidades brasileiras para alertar os estudantes contra os perigos da vida sedentária aliada aos maus hábitos alimentares.

Durante toda a semana, profissionais do Programa Saúde da Escola vão pesar e medir os alunos, calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC) e encaminhar os que estiverem com excesso de peso para as Unidades Básicas de Saúde, onde serão examinados e orientados. O trabalho é o primeiro de uma série do programa Semana de Mobilização Saúde na Escola, lançado em uma escola de Belo Horizonte pelo Ministério. A previsão é que mais de 5 milhões de alunos com idade entre 5 e 19 anos sejam atendidos até sexta-feira.

Estudo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SDEM) mostra crescimento preocupante dessa epidemia, principalmente entre as crianças, nos últimos 20 anos. O sobrepeso já atinge 34,8% dos meninos e 16,6% das meninas de 5 a 9 anos, contra 15% e 11,9% em 1989. No mesmo período, a obesidade saltou de 4,1% para 16,6% entre os garotos nessa idade, e de 2,4% para 11,8% entre as garotas. O secretário de Atenção à Saúde do Ministério, Helvécio Magalhães, disse que o problema necessita de intervenção “o mais rápido possível”. “Temos que agir agora para não termos uma geração futura de obesos, hipertensos, diabéticos, com riscos cardiovascular, renal e cerebral aumentados”.

De acordo com ele, é mais fácil tratar a obesidade nas crianças e adolescentes, por isso o governo decidiu abrir o novo programa com esse tema. As famílias também serão convidadas a visitar as UBS para conhecerem os serviços ofertados. Magalhães explica que elas são capazes de resolver até 80% dos problemas de saúde das pessoas, desafogando hospitais de referência da região.

A presidente do Departamento de Obesidade da SBEM, Rosana Radominski, analisa que, nas crianças, a velocidade, em termos de excesso de peso e obesidade, está muito maior do que nos adultos. “Isso tem a ver com a mudança da cultura. Hoje, tem uma inversão nutricional”, afirmou, lembrando que a renda das famílias cresceu, mas não trouxe junto uma educação familiar para que a alimentação fosse corrigida. (Agência Estado)